12 de jun. de 2025

ROLÉ SEGURO: Prefeitura conclui Ciclovia do Caminho Niemeyer e instala pontos de ônibus modernos e mais seguros no canteiro central da Avenida Rio Branco


Orla do Centro de Niterói revitalizada para pedestres e ciclistas              😃👍 Nota Dez

 Circulando pela Avenida Visconde do Rio Branco (orla da Baía de Guanabara, no Centro de Niterói), fiz imagens da recém-inaugurada ciclovia do Caminho Niemeyer — etapa importante do crescimento da malha cicloviária que permite pedaladas mais seguras desde a Ponta de Areia, passando pela Praça/Estação da Barcas Arariboia (que foi revitalizada, recebendo um belo tratamento paisagístico com grades anti-ferrugem e piso de granito e que teve seu Bicicletário ampliado*), São Domingos, Gragoatá, Praia da Boa Viagem e Museu de Arte Contemporânea (MAC), até a orla do Ingá

Estes cinco bairros e pontos turísticos já contam com algumas ciclovias na orla da Baía e nas ruas internas (o chamado Circuito Universitário, que dá acesso aos Campi da UFF e acesso a unidades educacionais particulares, estabelecimentos e áreas residenciais), que foram instaladas nos últimos 13 anos. Elas passam também por quase todo o Caminho Niemeyer e chegam até o cruzamento entre o começo da Praia das Flechas e da Rua Nilo Peçanha (Ingá).


Modernização urbanística

A Prefeitura também reformou e adequou as calçadas no trecho da Estação das barcas Arariboia até o Plaza Shopping, implantando um moderno e eficiente projeto urbanístico, que inclui a criação de baias e pontos de ônibus. 



Tal reforma tornou o embarque e desembarque de passageiros nos ônibus municipais e intermunicipais bem mais seguro, assim como o trânsito de veículos e a travessia de pedestres nos sinais (semáforos) no trecho da Av. Visconde do Rio Branco, desde o colégio Plinio Leite e centro universitário Anhanguera, até o Plaza Shopping e supermercado Extra. 




Péssimo Exemplo                                                                                         👎😡 Nota Zero 

No domingo, 8 de junho, às 11:53h, estava pedalando em frente ao Bicicletário Arariboia, quando avistei este carrocom um de seus pneus estacionado na ciclovia!


Para piorar, era um veículo a serviço da coordenadoria Niterói de Bicicleta (da prefeitura), com ar-condicionado ligado e sem nenhuma pessoa lá dentro...

11 de jun. de 2022

Retorno da pedalada na ciclovia da Av. João Brasil - parte 3 (final)

11 de junho de 2022

A certa altura do passeio ciclístico, um pedestre reclamou com certa razão,de que a pedalada estava desanimada porque não tinha música tocando e ninguém cantava. ...Como se vê o modelo dos passeios promovidos pelo Pedal Sonoro, com cargueiras transportando caixas de som, deixou sua marca na cidade!

Confesso que, no meio da Carlos Maximiliano, pensei em desistir. Mas  prossegui, e graças à persistência de todos do último pelotão - o  mecânico Everton num triciclo de socorro da Fika Bike, um rapaz, duas moças e eu -, e dsuporte da Nittrans, chegamos todos ao destino finalno Largo São Jorge.

Na ciclovia da Av. João Brasil, 
chegando no Largo São Jorge 

Num palanque improvisado na travessa do Largo São Jorge, falaram o prefeito, o coordenador do Niterói de Bicicleta, o secretário do Clima, Luciano Paez, o Administrador Regional da Engenhoca, João Pedro, e o seu irmão, vereador Renato Carrielo.

Durante os discursos, conheci alguns pais que participaram da pedalada com seus filhos. Pensando no legado das ciclovias para a população local, resolvi entrevistar Michele, que me contou que ia de bicicleta para trabalho mas parou porque se envolveu num acidente com um carro. No entanto, com a chegada das ciclovias à Zona Norte, ela pensa em voltar a pedalar até o Centro.  

No Largo São Jorge com Filipe 
Simões, Axel e Christa Grael 

Na dúvida se haveria pedalada conjunta de retorno ao Centro, recebi confirmação e enquanto aguardava assiste uma exibição de downhill realizada pelo sergipano Everton, subindo e descendo a ladeira da rua São Jorge. Um pouco depois, os batedores da Nittrans seguiram ao lado da nova ciclovia, dando início ao retorno

Dessa vez, a pedalada seguiu pela pista da direita da Alameda São Boaventura até o Conto dos Cem Réis, quando passamos para a pista esquerda, de modo meio desorganizado, até alcançarmos (pela contramão) a ciclovia da avenida São Lourenço. Na Av. Jansen de Melo, quase chegando na Amaral Peixoto fiquei impressionado pela coragem e habilidade do jovem ciclista Mateus, o mais novo do grupo. 

Ao final da pedalada, no Fika Bike, vi a chegada de uma outra criança, mais nova ainda: Maria Clara, que na ida foi na garupa do seu pai, e na volta, da sua tia. Aproveitei a oportunidade para tirar uma foto com eles, ao lado do prefeito, sua esposa e da gerente do Bicicletário Araribóia.

Os jovens ciclistas Mateus e Maria Clara com Axel e
Christa Grael e Tatiana, gerente do Bicicletário Araribóia

Considero essa inauguração como uma boa amostra de como as ciclovias podem beneficiar trabalhadores e ciclistas que moram ou circulam na região Norte e usam a bicicleta para chegar em seus locais de trabalho e estudo. Com a expansão da malha na Zona Norte, a segurança no trânsito e número de ciclistas crescerão bastante nos trajetos para o Centro e a Zona Sul da cidade.   

                                                                                                               Fim 

30 de mai. de 2022

Pedalada de lançamento da ciclovia da Av. João Brasil - parte 2

Niterói, 30 de maio de 2022

Saindo do portão de desembarque, os viajantes das barcas Rio-Niterói se deparam com a imagem do fundador da cidade (1573), o valente índio Araribóia, que expulsou os franceses, aliados aos tamoios. De braços cruzados sobre o peito, o guerreiro térmiminó mira as águas da Guanabara.

 Foi ali perto da estátua, um dos tradicionais pontos de encontro de cicloativistas niteroienses (de onde partíamos, em 2013 e 2014, rumo às pedaladas do coletivo Massa Crítica - Niterói), que peguei o contato de alguns ciclistas para futuras pesquisas. Também ali fiz uma rápida e objetiva entrevista com o prefeito Axel Grael e o coordenador Filipe Simões, do Niterói de Bicicleta.

Numa das respostas eles confirmaram a construção de uma ciclovia na Alameda São Boaventura. Disseram-me que ela cobrirá toda a sua extensão, desde o Ponto dos Cem Réis até a rua Teixeira Freitas. Informaram-me também sobre outras obras de  mobilidade que irão beneficiar ciclistas, motoristas e pedestres.

Então, fiquei por ali observando e fotografando quando, de repente percebi que a pedalada iria sair... Mas resolvi aproveitar que estava ali e tirei uma última foto, mesmo correndo o risco de ficar para trás. Não me arrependi porque o resultado foi uma foto do prefeito Axel Grael "dando a largada", seguido por outros ciclistas montando ou dando as primeiras pedaladas para atravessar em direção à ciclovia da Av. Ernani do Amaral Peixoto.

O prefeito Axel Grael dando a partida na pedalada do
lançamento da ciclovia da Avenida João Brasil (Engenhoca)

Fui ficando para trás pois ainda tive que guardar o celular e o bloco de anotações na mochila. Quando finalmente montei na bicicleta e sai, parei logo porque o sinal estava amarelo... Quando ele abriu, atravessei a Av. Rio Branco e acelerei pela ciclovia da Amaral Peixoto (a primeira ciclovia segregada de Niterói), sem poder contar mais com a ajuda dos veículos da Nittrans que faziam a retaguarda dos pedaleiros

Consegui me juntar ao pelotão no cruzamento com a rua Visconde de Sepetiba, no penúltimo quarteirão da avenida Amaral Peixoto, antes do encontro com a avenida Marquês do Paraná. Nesse ponto da pedalada, no finalzinho da avenida, onde eu estava entre os retardatários, fiz a contagem e havia 37 ciclistas.

O percurso de cerca de 10 km me assustou, a princípio. Mas, na concentração, o ciclista Ruy me tranquilizou ao dizer que a única "dificuldade" seria a ladeira suave que começa na rua Dr. Carlos Maximiniano (após a ciclovia da Av. São Lourenço) e termina na Magnólia, rua que desemboca na Alameda São Boaventura, principal do bairro do Fonseca.

Depois de atravessar a movimentada avenida Jansen de Melo com o imprescindível apoio dos agentes da Nittrasns, lá estava eu na tal "suave ladeira", que pareceu para mim interminável! Mas, determinado, enfrentei-a como um teste de resistência que serviu para provar que estava me livrando do que restava no meu corpo da variante Ômicron do Coronavírus – com um saudável esforço muscular, controle da respiração e das marchas da bicicleta.

No final da subida, no trecho final da rua Magnólia, comemorei gritando “Vitória! Vitória!”, enquanto descia ladeira abaixo e com marcha veloz cruzava a Alameda, chegando finalmente à avenida João Brasil

 

Fim da parte 2 de 3 - Segue


14 de mai. de 2022

Encontro para pedalada de lançamento da ciclovia da Av. João Brasil - parte 1

Niterói, 14 de maio de 2022
 
Logo após receber o resultado negativo do meu teste de Covid-19, fiquei sabendo que haveria uma pedalada do Centro até a Zona Norte: era a "senha" que me levaria de volta aos pedais, após duas semanas de quarentena.

Apesar de ainda sentir alguns sintomas da doença, meu corpo e minha mente exigiam exercícios. Por isso acordei cedo e tomei um café da manhã reforçado para encarar o duplo desafio: pesquisar in loco a expansão da malha cicloviária e pedalar num percurso com subidas e mais longo do que vinha percorrendo ultimamente.

O desafio era chegar no Bicicletário Araribóia antes das 9h, horário da pedalada. Promovido pela Niterói de Bicicleta, o passeio marcava o lançamento da ciclovia da Av. Professor João Brasil, na Engenhoca, bairro da Zona Norte de Niterói.

Um mês antes, havia pedalado na ciclovia da rua São Lourenço, a primeira inaugurada na Região Norte. Foi numa manhã de domingo e, apesar de alguns problemas - como a sua descontinuidade ao final da rua; um trecho com desvio sobre a calçada, em que os pedestres andam no meio da ciclovia; e um toldo de propaganda de loja que tremula e esbarra na cabeça de ciclistas -, ela é sem dúvida uma conquista. E, como toda nova ciclovia, precisa ser comemorada.    

Como sempre acontece nas pedaladas, sai animado na minha velha Monark, chegando ao local da largada em 5 min. O ponto de encontro era a Estação da Barcas, em frente a imponente estátua de Araribóia, o índio que ajudou os portugueses a expulsar os “invasores” franceses.

 Malha cicloviária do Centro e da Zona Sul de Niterói
 



Ao desembarcar em Niterói, o passageiro se depara 
com a imagem do bravo guerreiro termiminó, o fundador
da cidade (1573), que mira as águas da Baía de Guanabara.


 

Fim da parte 1 de 3 - Segue

10 de mai. de 2022

Sobre

O propósito deste site é divulgar o andamento dos trabalhos de pesquisa, redação e editoração do e-book Ciclomobilidade, cidadania e cicloativismo em Niterói. projeto, iniciado em 2013 com publicações sobre ciclomobilidade e cicloativismo, no blog Pegada Cidadã, ganhou impulso com a conquista dos Prêmios Érica Ferreira (2020) e Cultura e Território (2021), da Prefeitura de Niterói.

A minha pretensão é contribuir, com registros e análises críticas, estimular os futuros pesquisadores a recontar, atualizar e também discordar -- com suas próprias experiências, especialidades, visões de mundo, estórias e acontecimentos futuros -- da minha versão, a respeito da implantação, manutenção e adequação da malha cicloviária de Niterói (RJ), bem como da atuação dos gestores públicos e das lutas dos cicloativistas niteroienses. 

A dimensão de disputa das ruas e conflito - presente no momento em que as ruas são remodeladas para dar espaço às ciclovias ou ciclofaixas; ou quando surgem acidentes, atropelamentos, discussões e violência no trânsito - é um dos temas a serem abordados no livro.

O recorte temporal terá início em 2011 - ano de criação do Estatuto da Bicicleta da cidade.

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Caminha, pedala, viva e deixe melhor de si por
onde passa.


ROLÉ SEGURO: Prefeitura conclui Ciclovia do Caminho Niemeyer e instala pontos de ônibus modernos e mais seguros no canteiro central da Avenida Rio Branco

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