Niterói, 30 de maio de 2022
Saindo do portão de desembarque, os viajantes das barcas Rio-Niterói se deparam com a imagem do fundador da cidade (1573), o valente índio Araribóia, que expulsou os franceses, aliados aos tamoios. De braços cruzados sobre o peito, o guerreiro térmiminó mira as águas da Guanabara.
Foi ali perto da estátua, um dos tradicionais pontos de encontro de cicloativistas niteroienses (de onde partíamos, em 2013 e 2014, rumo às pedaladas do coletivo Massa Crítica - Niterói), que peguei o contato de alguns ciclistas para futuras pesquisas. Também ali fiz uma rápida e objetiva entrevista com o prefeito Axel Grael e o coordenador Filipe Simões, do Niterói de Bicicleta.
Numa das respostas eles confirmaram a construção de uma ciclovia na Alameda São Boaventura. Disseram-me que ela cobrirá toda a sua extensão, desde o Ponto dos Cem Réis até a rua Teixeira Freitas. Informaram-me também sobre outras obras de mobilidade que irão beneficiar ciclistas, motoristas e pedestres.
Então, fiquei por ali observando e fotografando quando, de repente percebi que a pedalada iria sair... Mas resolvi aproveitar que estava ali e tirei uma última foto, mesmo correndo o risco de ficar para trás. Não me arrependi porque o resultado foi uma foto do prefeito Axel Grael "dando a largada", seguido por outros ciclistas montando ou dando as primeiras pedaladas para atravessar em direção à ciclovia da Av. Ernani do Amaral Peixoto.
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| O prefeito Axel Grael dando a partida na pedalada do lançamento da ciclovia da Avenida João Brasil (Engenhoca) |
Fui ficando para trás pois ainda tive que guardar o celular e o bloco de anotações na mochila. Quando finalmente montei na bicicleta e sai, parei logo porque o sinal estava amarelo... Quando ele abriu, atravessei a Av. Rio Branco e acelerei pela ciclovia da Amaral Peixoto (a primeira ciclovia segregada de Niterói), sem poder contar mais com a ajuda dos veículos da Nittrans que faziam a retaguarda dos pedaleiros.
Consegui me juntar ao pelotão no cruzamento com a rua Visconde de Sepetiba, no penúltimo quarteirão da avenida Amaral Peixoto, antes do encontro com a avenida Marquês do Paraná. Nesse ponto da pedalada, no finalzinho da avenida, onde eu estava entre os retardatários, fiz a contagem e havia 37 ciclistas.
O percurso de cerca de 10 km me assustou, a princípio. Mas, na concentração, o ciclista Ruy me tranquilizou ao dizer que a única "dificuldade" seria a ladeira suave que começa na rua Dr. Carlos Maximiniano (após a ciclovia da Av. São Lourenço) e termina na Magnólia, rua que desemboca na Alameda São Boaventura, principal do bairro do Fonseca.
Depois de atravessar a movimentada avenida Jansen de Melo com o imprescindível apoio dos agentes da Nittrasns, lá estava eu na tal "suave ladeira", que pareceu para mim interminável! Mas, determinado, enfrentei-a como um teste de resistência que serviu para provar que estava me livrando do que restava no meu corpo da variante Ômicron do Coronavírus – com um saudável esforço muscular, controle da respiração e das marchas da bicicleta.
No final da subida, no trecho final da rua Magnólia, comemorei gritando “Vitória! Vitória!”, enquanto descia ladeira abaixo e com marcha veloz cruzava a Alameda, chegando finalmente à avenida João Brasil!
Fim da parte 2 de 3 - Segue

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