Niterói, 14 de maio de 2022
Logo após receber o resultado negativo do meu teste de Covid-19, fiquei sabendo que haveria uma pedalada do Centro até a Zona Norte: era a "senha" que me levaria de volta aos pedais, após duas semanas de quarentena.
Apesar de ainda sentir alguns sintomas da doença, meu corpo e minha mente exigiam exercícios. Por isso acordei cedo e tomei um café da manhã reforçado para encarar o duplo desafio: pesquisar in loco a expansão da malha cicloviária e pedalar num percurso com subidas e mais longo do que vinha percorrendo ultimamente.
O desafio era chegar no Bicicletário Araribóia antes das 9h, horário da pedalada. Promovido pela Niterói de Bicicleta, o passeio marcava o lançamento da ciclovia da Av. Professor João Brasil, na Engenhoca, bairro da Zona Norte de Niterói.
Um mês antes, havia pedalado na ciclovia da rua São Lourenço, a primeira inaugurada na Região Norte. Foi numa manhã de domingo e, apesar de alguns problemas - como a sua descontinuidade ao final da rua; um trecho com desvio sobre a calçada, em que os pedestres andam no meio da ciclovia; e um toldo de propaganda de loja que tremula e esbarra na cabeça de ciclistas -, ela é sem dúvida uma conquista. E, como toda nova ciclovia, precisa ser comemorada.
Como sempre acontece nas pedaladas, sai animado na minha velha Monark, chegando ao local da largada em 5 min. O ponto de encontro era a Estação da Barcas, em frente a imponente estátua de Araribóia, o índio que ajudou os portugueses a expulsar os “invasores” franceses.
Ao desembarcar em Niterói, o passageiro se depara
com a imagem do bravo guerreiro termiminó, o fundador
da cidade (1573), que mira as águas da Baía de Guanabara.
Fim da parte 1 de 3 - Segue


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